Índices de mortalidade em Curitiba e região metropolitana

A mortalidade é o numero de óbitos em relação à quantidade de habitantes, incluindo doenças, condição física de cada habitante, subnutrição e fenômenos climatológicos.

 

 

O delegado afirma que a Polícia Militar e a Guarda Municipal mapeiam as áreas com maior incidência de crimes. (Créditos: Assessoria de Imprensa de Polícia Civil).

 

De acordo com o Instituto de Criminalística, responsável pela realização de pesquisas junto ao Instituto Médico Legal (IML), o fim de semana é quando ocorrem os principais registros de mortes violentas na cidade de Curitiba, sendo que estes são pessoas vítimas de armas de fogo, arma branca, quedas, acidentes de trânsito, violência doméstica, afogamento, agressão física, etc.

 

No ano de 2015, a taxa de mortes diminuiu. Foram registrados 449 homicídios dolosos na capital, totalizando 120 assassinatos a menos na cidade. Na maioria dos casos são vítimas por arma de fogo. 

 

Mas, afinal, o que é homicídio doloso? Algumas pessoas desconhecem determinados nomes que são considerados incomuns para a sociedade. Homicídio doloso, nada mais é, quando uma pessoa tem a real intenção de tirar a vida de outra pessoa. O homicídio doloso encontra-se presente no artigo 121, na página 2 a 4 do Código Penal Brasileiro.

 

As causas mais comuns dos homicídios ocorridos em Curitiba referem-se a crimes por armas de fogo, drogas, vingança, violência doméstica, crime passional, embriaguez e motivo fútil. Segundo um estudo realizado pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública no ano de 2015, um assassinato é registrado em cada meia hora nas capitais. Fortaleza é a cidade que aparece em 12° lugar no ranking, representando uma das cidades mais violentas do mundo.


 

Paraná também teve redução no índice de homicídios dolosos

 

O Paraná é o nono estado mais violento do País e Curitiba ocupa a sexta posição em relação às capitais, com taxa de 55,9 homicídios por 100 mil habitantes. Essa taxa de mortalidade subiu em 11 anos. Entretanto, os índices de homicídios dolosos regrediram no Paraná durante o ano de 2015. Foram registradas 2.416 mortes no estado, considerando uma redução de 4% na quantidade dos crimes, referente ao ano de 2014, que encerrou com 2.515 assassinatos.

 

"Os dados de 2015 mostram uma queda consistente no número de homicídios em Curitiba e em todo o Paraná. São três anos seguidos de redução. Revelam que estamos no caminho certo para reduzir cada vez mais os crimes contra a vida no nosso estado", concluiu o secretário de Segurança Pública, Wagner Mesquita.

 

O secretário, disse ainda, que “esse resultado é fruto de um trabalho cada vez mais integrado entre a Polícia Civil e Militar e o fortalecimento da Polícia Científica", finalizou Mesquita. No ano de 2015, a cidade de Curitiba teve 120 assassinatos a menos, comparado ao ano de 2014. Os 449 homicídios dolosos na capital de Curitiba indicam uma redução de 21,09% da taxa se comparado ao ano de 2014, que teve 569 mortes.

 

 

As taxas de homicídio na Região Sul do Brasil

 

Em uma análise entre as três capitais vizinhas do Sul do Brasil, Florianópolis assume uma das taxas mais baixas de homicídios apontados no País, contendo 12,1 mortos por cada grupo de 100 mil pessoas no ano de 2015. Segundo o relatório feito pela Gerência de Estatísticas e Análise Criminal da Secretaria do Estado de Segurança Pública, aconteceram 826 homicídios dolosos, em comparação a 760 crimes registrados em 2014.

 

Em relação aos crimes cometidos com armas de fogo, a cidade de Florianópolis é a terceira capital com menor índice por homicídios, de acordo com esta classificação de morte. Já na capital de Porto Alegre, a taxa de homicídios possui um número elevado a Florianópolis, excedente também a quantidade de assassinatos em São Paulo, assim como no Rio de Janeiro. O número de mortes na capital gaúcha é o dobro da cidade do Rio de Janeiro, contendo quatro vítimas a mais do que na capital paulista e no Rio.

 

No ano de 2015, a Secretária Pública de Segurança da capital gaúcha registrou cerca de 290 homicídios em Porto Alegre, equivalente a uma quantidade de 19,7 casos por 100 mil habitantes. Enquanto isso, o número de mortes no Rio de Janeiro possui uma estimativa de 9,7 e em São Paulo 4,4. Houve uma mudança na taxa dos homicídios na cidade de Porto Alegre, onde ocorreu aumento para um nível de 67% mortes ocorridas na capital.

 

Com os seguintes dados, podemos fazer uma comparação entre as três capitais vizinhas, de acordo com os homicídios registrados em cada cidade no ano de 2015. Curitiba ocupa a 1ª posição com 449 homicídios, Porto Alegre vem logo em seguida, com 290 homicídios, sendo 19,7 casos registrados por cada 100 mil habitantes, e, por fim, Florianópolis contabiliza 48 homicídios, com 10,2 assassinatos a cada 100 mil habitantes.

 

Segue a lista das cidades brasileiras mais violentas, de acordo com um ranking feito pela Organização das Nações Unidas (ONU) no ano de 2015.

 Créditos: Relatório divulgado pela Organização das Nações Unidas (ONU) em 2015.

 

Homicídios dolosos nos bairros de Curitiba

 

No período de janeiro de 2015 a dezembro de 2015, a Secretária de Segurança Pública e Administração Penitenciária divulgou um relatório detalhado com os índices de diferentes casos de criminalística. A EntreVerbos pesquisou somente aqueles referentes aos homicídios dolosos em cada bairro da cidade de Curitiba e Região Metropolitana (RMC), tendo feito um ranking da quantidade de mortes, tanto na capital, como nas regiões mais próximas. 

 

Curitiba assumiu a liderança, apresentando 449 registros de homicídios dolosos  no ano de 2015. O segundo lugar ficou com São José dos Pinhais, com 116 mortes. Colombo ficou na terceira posição, com 86 homicídios.

 

A cidade da Região Metropolitana de Curitiba (RMC) na quarta posição foi Almirante Tamandaré, com o registro de 70 vítimas de crimes. Já Araucária entrou em quinto lugar no ranking dos homicídios, no qual foram listadas 65 mortes. A cidade que conquistou a 5º posição, com 66 homicídios, foi Piraquara.

 

O levantamento também foi feito com os bairros da cidade de Curitiba. Vamos conhecer abaixo quais são os bairros mais violentos da capital paranaense:

 

Relatório divulgado pela delegacia de homicídios em 2015 (Créditos: Secretaria da Segurança Pública e Administração Penitenciária do Estado do Paraná)

 

 

 

 

 

Apesar da redução de números de homicídios, Curitiba ainda é a cidade do Sul do Brasil mais violenta

 

Depois de ser tachada como a capital mais violenta da região Sul, Curitiba teve uma queda significativa no índice de homicídios em 2015. A Secretaria de Segurança Pública do Paraná (SESP) anunciou em setembro deste ano, a redução de 9% no número de assassinatos. Mesmo assim, oito das 23 áreas nas quais o Estado é dividido apresentaram aumento nos números de assassinatos e entre elas está a RMC. 


A capital paranaense concentra cerca de 20% da população total do Paraná e confirmou neste ano a redução nas mortes violentas em até 28%, com 219 homicídios e 14 latrocínios. Para a ONU, índices acima de 10 casos por 100 mil habitantes é considerado epidêmico. Se comparada a demais capitais do País, Curitiba é superior em número de mortes. 


A Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) afirma que o número de casos chegou a diminuir 28,2% já no primeiro semestre deste ano, em relação ao mesmo período de 2014. Para a Delegacia de Homicídios, este é um trabalho que vem sendo realizado através de “prevenção especializada.”

 

A Divisão monitora e mapeia locais desde 2001, onde já ocorreram crimes. Com base nos dados colhidos, a polícia consegue fazer projeções de onde os assassinatos podem ocorrer. Segundo a DHPP, é a partir deste mapeamento de área que houve aumento do trabalho da patrulha policial na tentativa de reduzir a taxa de criminalidade. 
     

Em 2015, o Paraná registrou um aumento de 50% no número de homicídios por arma de fogo, de acordo com os dados do mapa da violência.  A capital paranaense se tornou a mais violenta da região Sul em 2014, depois de ter um aumento significativo no número de homicídios. Em Curitiba, foram registradas 604 mortes violentas de maneira dolosa, ou seja, quando o crime é cometido de maneira intencional. Se comparado com o ano anterior, isso representará um aumento de 6,4% nos casos.

 

Segundo dados do 9.º Anuário Nacional Brasileiro de Segurança Pública, Curitiba fez, em média, uma vítima fatal a cada 13 horas. Para a Coordenadoria de Análise e Planejamento Estratégico (CAPE), o objetivo inicial era tentar controlar a taxa e manter uma média de 46 homicídios por mês em Curitiba no ano passado. Já para a polícia, apenas os meses de junho, agosto e setembro de 2014 tiveram uma margem de assassinatos dentro do esperado.
 
 

Embora a taxa de homicídios tenha tido uma queda significativa, outros delitos como furtos, aumentaram em Curitiba e Região Metropolitana, com frequentes assaltos a ônibus e arrastões em algumas partes da cidade.
     

Quando questionado sobre o que tem contribuído para a redução no número de mortes, o delegado da DHPP, Cristiano Quintas, diz que essa redução é consequência de um trabalho de inteligência da Polícia Militar em conjunto com a Guarda Municipal. “A redução dos índices de homicídio na cidade de Curitiba se dá em razão de estratégias de inteligência, mapeamento de áreas com maior incidência de crimes, operações pontuais preventivas e repressivas com a PM e GM, divisão de áreas de investigação com delegacias de homicídios próprias, servidores conhecedores do local e moradores e equipe multidisciplinar”, afirma Quintas.


O delegado ainda citou algumas ações que estão sendo feitas para que essa taxa fique cada vez menor. “Priorizar o atendimento de local de crime com o acompanhamento de equipe de plantão e investigação, tudo sob o comando de um delegado de polícia designado para a ocorrência, produção de provas periciais e esgotamento das possibilidades de produção de prova que subsidiem a apurar da autoria e materialidade”, conclui o delegado.


 

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