29 de abril: uma data que jamais será esquecida

Nas campanhas eleitorais para Prefeitura de Curitiba o dia volta a ser lembrado por candidatos

 

 

Manifestantes lotaram a praça Tiradentes no dia 29 de abril de 2016 para relembrar o confronto do ano passado. (Crédito: Patrícia Fernandes)

 

O dia 29 de abril de 2015 está marcado na recente história dos paranaenses em razão do violento confronto entre professores e Polícia Militar. Passado mais de um ano, a data está sendo frequentemente relembrada durante as campanhas eleitorais à Prefeitura de Curitiba.

 

Era para ser apenas um dia normal de trabalho na rotina de Luiz Carlos de Jesus, repórter cinematográfico, que durante a manifestação foi mordido pelo cachorro da Polícia Militar. O profissional estava no local apenas para captar imagens do protesto, quando, em questão de segundos, foi atacado por um pitbull.

 

Momentos históricos para a educação do Paraná na Praça Nossa Senhora da Salete.

(Crédito: Joka Madruga/APP-Sindicato)

 

Um ano após o confronto, o repórter revelou com detalhes os acontecimentos do dia 29 de abril. Ele relata que "a imprensa já previa algo de ruim; na noite anterior ao dia do confronto, ocorreram pequenos conflitos, pois a polícia não deixou o carro de som do Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Paraná (APP-Sindicato) chegar até o local que os manifestantes iriam se reunir para participar do ato de greve promovido pela classe da educação”.

 

Jesus estava acostumado a acompanhar sessões rotineiras que acontecem naquele local. Contudo, o cinegrafista contou que, a partir disso, percebeu que aquele dia 29 não tinha como ser um dia normal de trabalho. 

 

Para saber mais sobre a mordida do cachorro que atingiu o cinegrafista e também sobre o andamento do processo, clique aqui. Confira  também o estado de saúde do repórter cinematográfico e também a visão da socióloga Regina Reinert sobre o confronto.

 

 

A mulher que ficou ajoelhada na frente do batalhão de choque

 

Angela Aves Machado, 38 anos, professora de História há 18 anos no Estado do Paraná conta que "tudo que aconteceu dias 27, 28 e 29, nada disso abalou a força do projeto, que foi aprovado e sancionado com extrema velocidade no dia seguinte pelo governador Beto Richa”. Neste áudio ela detalha sua análise do caso.

 

Diante de diversas imagens que circularam no dia da manifestação, a foto de uma mulher ajoelhada em frente a tropa de choque da polícia chama atenção e gera comoção nas redes sociais. Essa mulher é a professora Angela, que durante a entrevista falou sobre o que se passava em sua cabeça no momento em que se ajoelhou. Ouça na íntegra o relato da professora Angela sobre o sentimento que ela estava sentindo enquanto estava ajoelhada, em frente à tropa de choque.

 

 

Cidadãos avaliam o que aconteceu no 29 de abril

 

Segundo a estudante de Pedagogia, Delfina Amarílis Américo, 28 anos, o massacre marcou a sua vida. A estudante acredita que os professores têm o direito de reivindicar por melhorias para a classe, e que eles não pensaram somente neles no ato do dia 29, mas também nos seus alunos e no futuro do Brasil e nas melhorias salariais.

 

Já o estudante de Sistemas de Informações, Rui Kelson Lopes Fonseca, 23 anos, relata que os profissionais não mereciam essa violência toda e por todos nós, cidadãos, vivermos em um país democrático, as pessoas têm o direito e liberdade de expressão para lutar pelo o que quiserem e também por querer sempre o melhor para si.

 

Jacob Cachinga, 27 anos, formado em Educação Física, pensa que não houve culpa por parte dos professores, pelo contrário, eles foram valentes, apesar da violência, e não desistiram de fazer a manifestação a favor de todos que precisam da educação no País.

 

Para entender mais sobre os conflitos que ocorreram entre o governo e os professores, acessem o histórico sobre 1988, clique aqui.

 

 

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