Com a crise econômica, alunos optam pelo ensino à distância

04.07.2016

Projeções da Hoper para 2016 apontam que o EaD crescerá 15%, e o ensino presencial deverá apresentar queda superior a 7,5%

 

O perfil do aluno Ead compõe 56% do público feminino e a faixa etária é de 30 anos ou mais. (Crédito: Reprodução/Pixabay)

 

 

Com a popularização da banda larga e a possibilidade de levar educação de qualidade às áreas remotas do país, a modalidade de ensino à distância (EaD) ganhou força e cresce a cada ano. Segundo a Associação Brasileira de Ensino à Distância (Abed), em 2005 foram 2,2 milhões de alunos. Já em 2015 ultrapassou a marca de 3,8 milhões, apresentando assim um crescimento de 70%.

 

Esse crescimento acelerado se deve ao preço da mensalidade também, que chega a ser quatro vezes mais barato do que o curso presencial. O curso mais popular é o de Pedagogia, com mensalidades variando entre R$ 220,00 a R$ 380,00. Já na formação presencial o valor pode sofrer alteração de mais de R$ 400,00, chegando a custar até R$ 900,00 dependendo da faculdade. Os dados refletem a realidade de Curitiba.

 

Além do preço acessível, as aulas são apenas uma vez por semana, fazendo com que o aluno possa adequar os estudos com a sua rotina e não o contrário. Pessoas que trabalham o dia todo, donas de casa, idosos, portadores de necessidades especiais e pessoas que já fazem uma faculdade presencial têm a chance de agregar mais conhecimento sem sair de casa.

 

Porém, é preciso salientar que ainda existem alguns pontos negativos. Há um limite em relação às discussões em sala, uma vez que não há um professor interagindo o tempo todo com o aluno, além do fato de tirar possíveis dúvidas no momento da exposição do conteúdo. O tempo de feedback é outro, pois como a interação aluno e professor não ocorre em tempo real, o tempo de resposta dos professores ao estudante pode ficar comprometido.

 

O aluno precisa se comprometer e criar um cronograma de estudos, sem se dispersar com assuntos alheios enquanto estuda. Neste caso, a dedicação do aluno que decide aprender à distância tem de ser total. 

O curso mais popular é Pedagogia com liderança na rede privada. (Arte: Daniel Yonamine)

 

João Carlos de Lima, 38 anos, faz as duas modalidades em centros universitários diferentes aqui de Curitiba. Quando perguntado sobre as diferenças de uma modalidade para outra, ele acredita que elas se complementam. 

 

‘’A construção do conhecimento é feita pelo educando, não importa o conteúdo. Se a pessoa não se dedica em qualquer uma das modalidades não aprenderá nada.’’ João diz que o que mais gosta nos cursos é a possibilidade de envolvimento social em sala e o comodismo de poder assistir suas videoaulas no conforto de sua casa.  

 

 

Com base no último Censo sobre o perfil deste aluno, publicado em 2013, a Abep mostra que as mulheres predominam no curso à distância, representando 56% do total. Ainda que existam alunos jovens que estejam matriculados e ativos na modalidade, a faixa etária média é de 30 anos ou mais.  

 

''Se o ensino EaD chegará a substituir totalmente o ensino presencial, ainda não se sabe. Entretanto, o principal diferencial desse método é levar a educação a todos, independentemente dos locais onde as pessoas se encontram'', destaca Lima. 

 

 

Enfermagem à distância é proibida pelo Conselho Nacional de Saúde

 

Projeto de lei lançado visou a proibição do curso à distância por não atender  prerrequisitos impostos pelo Cofen. (Crédito: Reprodução/Flickr)

 

O curso de Enfermagem por meio do EaD foi tema de discussões acirradas no mês de junho durante uma audiência pública realizada pelo Conselho Federal de Enfermagem (Cofen) e Conselho Regional de Enfermagem (Coren).

 

Um projeto de lei, que foi lançado pelo deputado Orlando Silva, determina que a formação do profissional seja apenas por meio de cursos presenciais. Isso se deve ao fato de que, em 2015, o Cofen e seus conselhos regionais averiguaram 315 polos de apoio presencial do curso na modalidade EaD e constataram a ausência de infraestrutura e condições de ensino. 

 

 Ana Paula Silva, de 31 anos, técnica de enfermagem de um hospital oftalmológico concordou com a suspensão do curso à distância. Ela é a favor da modalidade somente para alunos de pós-graduação, como complementação de ensino e atualização de aprendizado. 

 

 ‘’Como se pode assegurar que quem está atrás do computador é realmente o aluno? E os estágios que requerem aprendizado na prática? É preciso salientar que em nossa área trabalhamos com vidas e não com sistemas’’, finaliza Ana.

 

 

 

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