Tribos Urbanas: o mundo do hip hop

 

Em Curitiba há vários grupos ligados ao movimento hip hop.

 

Em meio ao vai e vem frenético das grandes metrópoles, ou até mesmo nas pequenas cidades, uma grande parte da juventude brasileira, busca uma forma de inclusão e aceitação social. Em meio a este organismo social, o jovem procura valorizar-se em grupo e com a construção de sua própria identidade, criando uma espécie de subsociedade dentro da sociedade.

 

O sociólogo francês Michel Maffesoli, em seu livro "O Tempo das Tribos", destaca o conceito de tribo urbana, criado por ele em 1985, como sendo aquela organização de diversas redes, grupos que partilham de afinidades e interesses, comportamentos e valores culturais, políticos e/ou ideológicos.  Maffesoli caracteriza as tribos como instáveis e aberta, o que possibilita que o individuo mude de uma tribo para outra.

 

 

Este fenômeno das tribos urbanas, pode ser observado em todo o mundo. No Brasil, do sertanejo aos góticos, do punk ao movimento hip hop, do samba aos headbangers (grupo de indivíduos imersos na cultura do heavy metal em sua vertente mais pesada), pode-se destacar inúmeros grupos com interesses comuns, desde o gosto por desenhos animados, histórias em quadrinhos, estilo de vida, e vivem na prática suas ideologias.

 

 

Em Curitiba, há muitas destas tribos, mas como elas vivem? Quem são as pessoas inseridas nesse meio? Como a sociedade encara determinadas tribos? Pensando nestas e outras questões, a EntreVerbos realizou uma reportagem, apresentada em quatro capítulos, onde conversamos com membros de algumas das tribos urbanas presentes na capital paranaense.

 

Arthur Neves e Vinicius Oliveira são representantes do Hip Hop em Curitiba (Créditos: Janio Bernardino)  

 

 

Hip Hop

 

 

A década era de a de 1970, em Nova Iorquem mais precisamente no sul do Bronx. Os jovens passavam a maioria do tempo no único espaço de lazer existente: as ruas. Um movimento cultural entre os latino-americanos, os jamaicanos e os afro-americanos ganha força e adquire voz para o mundo.

 

 

O pioneiro e idealizador deste movimento cultural e social foi o Disc-Jockey Afrika Bambaataa, que fundou, em 12 de novembro de 1973, a Zulu Nation. Esta organização promovia o combate através das quatro elementos fundamentais do hip hop e  invocava “paz, união e d”. Esta data é até hoje celebrada como sendo aquela do nascimento do hip hop.

 

 

Bambaataa definiu os pilares fundamentais da cultura hip hop: o MCing; - que anima as festas com rimas improvisadas e usando suas letras musicais para mandar mensagens opositoras a regimes governistas ou situações cotidianas como violência policial; o DJing - herança dos imigrantes caribenhos que tinham como principal manifestação popular as festas de rua com grandes aparelhagens de som ao ar livre para que todos pudessem se divertir sem distinção social, racial ou de gênero; o B-boying ou breakdance - dançarinos que marcavam encontros nas principais esquinas de Nova Iorque para travarem uma “batalha” sem violência. Estes confrontavam-se com passos de danças e coreografias, deixando de lado as antigas brigas sangrentas;  e, por fim, o Grafite - arte das ruas que enfeita as grandes e pequenas cidades,  aproveitando o espaço vago em muros e paredões para enviar mensagens de incentivo e educação aos cidadãos.

 

O movimento chega ao Brasil na década de1980, nas cidades de São Paulo e Rio de Janeiro. São Paulo ficou conhecida como berço do hip hop brasileiro, onde surgiu com força nos tradicionais encontros na rua 24 de Maio e no metrô São Bento, de onde saíram muitos artistas reconhecidos como Thaíde, DJ Hum, Styllo Selvagem, Região Abissal, Nill (Verbo Pesado), Sérgio Riky, Defh Paul, Mc Jack, Racionais MCs, Doctors MCs, Shary Laine, Mt Bronks, Rappin Hood, entre outros. 

 

Em Curitiba, o movimento conta com vários grupos. A EntreVerbos conversou com alguns integrantes para contar um pouco de suas histórias e saber como está o movimento hoje na capital paranaense.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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