Tecnologia, TV e o consumo de mídia

 

Os impactos causados pelas tecnologias estão mudando também a forma de fazer televisão.

 

                                                                                   Novas tecnologias alteram o modo de assistir TV (Crédito: Pixabay) 

 

É perceptível nos telejornais e demais programações televisivas os recursos como vídeos produzidos a partir de smartphones.  Esse foi um dos temas debatidos no painel “Inovação em TV: novas linguagens”, que aconteceu no 11º Congresso Internacional de Jornalismo Investigativo, no dia 23 de junho, em São Paulo.

 

No painel estava Diógenes Muniz, diretor da TripTV,  Renée Castelo Branco, da Globo News, e o moderador da mesa, Marcelo Moreira, jornalista.  Eles consideram a internet o principal fator de inovação para o modo de fazer televisão. Diógenes atribui essa mudança ao modelo de negócios no jornalismo e televisão e pontua que a união entre o jornalismo e o documentário pode ser um bom aliado, “se o tema for bem explorado, pode ser uma ferramenta muito poderosa”, disse.

 

Renée Castelo Branco lembrou aos participantes do painel que as pessoas não assistem mais televisão como antigamente: ela não é mais a primeira opção. A painelista contou que na TV, em tempos passados, não era permitido falar a palavra Facebook. Em sua opinião, esta rede social traz audiência, mas “a forma personalista que é utilizado, eu não gosto”.

 

Para Moreira, as novas linguagens trouxeram muitas mudanças. O jornalista recorda que, no ano 2000, a orientação editorial alertava para não falar da internet na TV, porque as pessoas não tinham acesso: “só 2% da população do Brasil tinha acesso”. Marcelo encerra dizendo que “hoje conseguimos fazer muita coisa com pouca gente”.

 

O que os dados oficiais revelam?

 

A Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República (SECOM) encomendou ao Ibope a Pesquisa Brasileira de Mídia 2015 a fim de compreender como o brasileiro se informa. Os dados mostram os hábitos de consumo de mídia dos brasileiros. 

 

Os resultados apontam que a televisão segue como meio de comunicação predominante e que os jornais impressos são os veículos mais confiáveis. A pesquisa também revelou que o horário nobre da internet no Brasil são entre 10h e 11h, e 20h e 21h, além de mostrar as redes sociais mais utilizadas e o uso de aparelhos celulares, que compete com computadores e notebooks, 66% e 71%, nessa ordem.

 

 

                                                               Pesquisa revelou os hábitos de consumo de mídia dos brasileiros (Crédito: Denise Becker)

 

 

 

Segue um resumo da pesquisa:

 

- os brasileiros passam em média 4h31 por dia assistindo televisão e equivale a 95% da preferência dos entrevistados;

 

- o rádio é a segunda escolha como meio de comunicação;

 

- segundo a pesquisa, o jornal é a fonte de informação mais confiável, 79% dos leitores preferem o impresso;

 

- a leitura em plataformas digitais representa 10% dos leitores;

 

- quase metade dos brasileiros, 48%, utiliza a internet.

 

 

 

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