Transporte coletivo em Curitiba: ainda modelo?

Apesar das inovações, usuários reclamam da falta de segurança em tubos e terminais, além de obra inacabada do terminal Santa Cândida

 

Os trabalhos no terminal Santa Cândida começaram em 2012 e deveriam ter terminado em março de 2014. (Crédito: Divulgação/Urbs)

 

O sistema de transporte coletivo de Curitiba já foi e busca continuar sendo referência no País, realizando de forma periódica uma série de ações visando mais conforto e agilidade para seus usuários. Contudo, aqueles que dependem dos ônibus da cidade para se deslocar diariamente relatam que, para continuar sendo modelo neste quesito, a gestão precisa aprimorada.

 

Recentemente ampliado, o terminal de ônibus do Santa Cândida, que tinha prazo final  de entrega em 2014, ainda se encontra inacabado.  Segundo a Prefeitura Municipal de Curitiba, a obra custou quase R$ 12 milhões e esta com obras paradas devido a alterações  no projeto, além de a empresa contratada não estar cumprindo os prazos combinados. 

 

Com a ampliação do terminal, tornou-se possível separar a área operacional dos ônibus da área de comércio e serviços, que fica no subsolo, mas, por enquanto, não está sendo utilizada. A galeria fará a ligação entre as plataformas, oferecendo mais segurança na passagem dos pedestres. O local de embarque dos articulados, que era de 3,5 metros, passou para 7 metros de largura.

 

 Terminal Santa Cândida, um dos terminais de maior índice de reclamação pelos usuários 

(Crédito: Divulgação/ Prefeitura de Curitiba)

 

 

O piso que antes era emborrachado passou a ser de lajotas antiderrapantes e com faixas de sinalização. O terminal do Santa Cândida deverá ter a área ampliada de 8,6 mil para 12,6 mil metros. Por dia, pelo menos  40 mil usuários transitam pelo terminal, atendendo as  linhas do circular Interbairros III; o biarticulado Santa Cândida/Capão Raso e o Ligeirinho Santa Cândida/Pinheirinho, além de nove linhas alimentadoras, que fazem a ligação do terminal com os bairros.

 

Segundo o marceneiro  José dos Santos, 42 anos, que frequenta o  terminal diariamente, há vários aspectos que precisavam serem melhorados: "O terminal foi reinaugurado há poucos meses e não possui  bancos suficientes, os horários de partida das linhas não são obedecidos e dificilmente se vê fiscais; além disso, o local não oferece bebedouros". O usuário ainda comenta: "O terminal deveria saber acomodar as pessoas de uma forma digna, pois trabalhamos e pagamos nossos impostos".

 

 

 

Inovação: Curitiba tem o primeiro híbrido articulado da América Latina

 

Até o momento o Hibriplus está atuando na linha Interbairros II  (Crédito: Divulgação/Volvo)

 

Uma das recentes novidades chegadas à cidade  Curitiba foi o articulado Hibriplus, produzido pela Volvo. Com a capacidade para 210 passageiros, possui ar condicionado, wi-fi e piso baixo (sem degraus), que facilita o acesso de usuários com deficiência, idosos e cadeirantes. O veículo nomeado como Hibribus foi fabricado na Suécia.

 

O novo ônibus é híbrido e possui dois motores, um a diesel e o outro elétrico, permitindo a redução de até 90% dos gases poluentes, que contribui para o meio ambiente, além de ser econômico.  O veículo trafega na linha Interbairros II e, segundo dados da Urbanização de Curitiba, transporta por dia 34,5 mil passageiros, passando por 17 bairros de Curitiba.

 

 

Segurança nos terminais e no tubos: uma preocupação existente

 

 

Dados da Guarda Municipal de Curitiba apontam que quatro mil ocorrências relacionadas ao transporte coletivo foram registradas em Curitiba no ano de 2015. Nesta estatística estão roubos a motoristas e cobradores, e também os arrastões, que preocupam os passageiros. 

 

Confira no vídeo abaixo mais informações sobre esta questão:

 

 A Rede Integrada de Transporte de Curitiba (RIT) transporta por dia cerca de 2,3 milhões passageiros. A rede tem 355 linhas, frota operante de 1.915 ônibus, 31 terminais urbanos e 364 estações tubo.  

 

Dino Cesar Mattos, vice-presidente do Sindicato dos Motoristas e Cobradores de Ônibus de Curitiba e Região Metropolitana (Sindimoc) conta que "a falta de segurança, o crescimento é sensível e o pior, a violência empregada é cada vez maior. Hoje, os bandidos, além de assaltar os trabalhadores, fazem arrastões nos usuários".

 

 

Segundo a Polícia Militar,  a cidade de Curitiba vem registrando uma média de 7,2 assaltos a cada 21 mil viagens que são feitas por dia pelos ônibus da Rede Integrada de Transporte. A Urbs faz um acompanhamento  e mapeia  locais onde ocorrem assaltos constantes na forma de auxiliar em ações da Segurança Pública.

 

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