Cicloativismo cresce em Curitiba

A capital paranaense conta hoje com diversos grupos de ciclistas e está entre as capitais que mais incentivam o uso de bicicletas.

 

Ciclista obedece à faixa vermelha em sua travessia em direção à Praça do Japão.     

(Crédito: Divulgação/Prefeitura de Curitiba)

 

Trafegar de bicicleta nos grandes centros urbanos do Brasil costumar ser uma tarefa difícil, pois as cidades ainda estão se adaptando às normas de inclusão dos ciclistas. Algumas delas já contemplam em seus planos  diretores as ciclovias como modal de transporte, ainda que a maioria deixe a bicicleta em segundo plano. Mesmo assim, muitos grupos de "pedaleiros" se organizam no sentido de promover passeios, exigir do poder público novas vias e ações sociais em suas cidades. 

 

Fatores como a busca por uma vida mais saudável e menos sedentária, e o aprimoramento da malha cicloviária têm contribuído para que grupos de ciclistas cresçam em Curitiba.  A Revista EntreVerbos conheceu um grupo de cicloativistas que é bastante atuante na capital paranaense, o Pedala Fanny. Situado no Bairro Fanny, região sul de Curitiba, o grupo se reúne duas vezes na semana, aos domingos de manhãs e às quartas-feiras à noite, quando não há chuva. 

 

 

Segundo o organizador do grupo, Moacir Fachini, a maioria dos participantes são moradores da região — idosos, crianças e jovens, que buscam  qualidade de vida e saúde por meio do ciclismo. Com isso, surgem novas oportunidades de amizades. "Tendo uma bicicleta e vontade de pedalar, qualquer pessoa é convidada a participar", afirma Moacir. Abaixo, você confere o depoimento do organizador (ou veja a entrevista na íntegra).

 

"É relacionamento e felicidade que a gente busca", comenta a bancária Nádia Regina Castro. Ela participa há seis meses do grupo e afirma que o objetivo principal é ter a prática saudável, interagindo com as pessoas.

 

 

Há vários benefícios físicos associados ao ciclismo. Em comparação com a corrida, por exemplo, tem-se a vantagem do pedal, que evita o contato com o solo, impedindo assim os riscos de uma ruptura de ligamentos. Pedalar também fortalece os músculos das pernas e do coração, melhorando a circulação sanguínea e ajuda na queima de calorias.

 

Entretanto, é preciso praticar o exercício do jeito correto. O ideal é começar pedalando por cerca de 15 a 20 minutos, de três a cinco vezes por semana  para acostumar o corpo ao ritmo. Com 40 minutos diários o corpo perde cerca de 300 calorias. E lembre-se que antes de iniciar qualquer tipo de exercícios, é recomendável fazer uma avaliação médica.

 

 

Mais estrutura e segurança para o ciclismo na capital 

 

O prefeito de Curitiba, Gustavo Fruet, em 2015 sancionou a Lei n.º 14.594, chamada de "Lei da Bicicleta". Esta legislação institui a bicicleta como modal de transporte regular de interesse social em Curitiba e determina que 5% das vias urbanas serão destinadas a construção de ciclofaixas e ciclovias, de maneira integrada ao transporte coletivo. 

 

A extensão da estrutura cicloviária de Curitiba já aumentou 71,4% desde 2013. Este processo, associado às centenas de paraciclos (estacionamento de bicicletas) espalhados por diversos pontos da cidade e a uma crescente mudança cultural, vem atraindo mais adeptos para a prática do ciclismo.

 

Em razão do aumento de adeptos ao ciclismo, a Secretaria Municipal de Trânsito (Setran) está instalando 500 novos paraciclos em Curitiba. Os locais de instalação serão espaços públicos, como terminais, unidades de saúde, escolas municipais, praças e parques nos quais exista uma demanda maior de pessoas que utilizem este serviço.

 

Abaixo, o  Mapa do Plano Cicloviário de Curitiba, que inclui ciclovias, ciclofaixas, vias compartilhadas com pedestres e as vias calmas, com velocidade reduzida e preferência para o trânsito de bicicletas.  

 

 

Índice: CICLOVIA/CICLOFAIXA UNIDIRECIONAL  

              CICLOVIA/CICLOFAIXA BIDIRECIONAL  

              INFRAESTRUTURA CICLOVIÁRIA EXISTENTE 

              VIA CALMA

 

Plano Cicloviário inclui ciclovias, ciclofaixas, vias compartilhadas com pedestres e as vias calmas, com velocidade reduzida e preferência para o trânsito de bicicletas. (Imagem: Reprodução/PDC – IPPUC)

 

O último levantamento realizado sobre Ciclo Mobilidade no Brasil foi em 2015, chamado  "A bicicleta no Brasil 2015". Foram mapeadas 10 regiões estratégicas em todo o país, e até a data da pesquisa havia um total de 1.229 km entre ciclovias, ciclofaixas e ciclorrotas no país. Porém, o estudo aponta que ainda há muita coisa a ser feita no sentido de melhorias em relação ao uso de bicicletas na mobilidade urbana.

 

(Crédito: Wiliam Lenerneier)

 

 

Projeto inovador viabiliza o transporte de bicicletas em ônibus 

 

Desde o último 10 de julho, ciclistas passaram a contar com o benefício de embarque da bicicleta no ônibus. O projeto de nome "BRT Bike" foi desenvolvido numa parceria da Secretária Municipal de Trânsito com a Urbanização de Curitiba S/A (Urbs), com o objetivo de melhorar a mobilidade e incentivar o uso da bicicleta na capital. 

 

 Uma nova forma de mobilidade chega a capital aliada com saúde e bem estar (Crédito: Divulgação/Urbs).

 

Em caráter experimental, o serviço se encontra disponível na linha Centenário/Campo Comprido, que possui 21 km de extensão e transporta em média 110 mil passageiros por dia — os horários e locais de embarque podem ser conferidos aqui. De acordo com a Prefeitura, mais linhas e mais estações poderão ser contempladas, mas isso dependerá do resultado do teste.  

 

 Os embarques serão permitidos pela porta cinco contendo adesivos informativos. (Crédito: Divulgação/Urbs)

 

O veículo utilizado é um Biarticulado DE 710, que é adaptado para transportar duas bicicletas. O espaço para as bicicletas fica perto da porta 5, nos fundos do veículo, e conta com cintos de segurança. A responsabilidade de prendê-las com segurança, no entanto, é dos próprios ciclistas.

 

 O ônibus possui capacidade para transportar até duas bicicletas. (Crédito:Divulgação/Urbs)

 

Neste primeiro período de teste será avaliado o impacto na operação do transporte e cumprimento de horários. Só será permitido o embarque com bicicleta em horários específicos, fora do pico, e apenas nos terminais do eixo e na estação da Praça Rui Barbosa. 

 

Outra novidade é uma alteração na legislação que autoriza  a  instalação de “transbikes” em táxis. O projeto de lei denominado “TransBike”, do vereador Bruno Pessuti, prevê a autorização para que os táxis de Curitiba possam usar suporte para transporte de bicicletas. A lei foi aprovada pela Comissão de Urbanismo, Obras Públicas e Tecnologias da Informação na Câmara Municipal de Vereadores.

 

 

A primeira bicicleta no Brasil  

 

No final do século XIX, a bicicleta chegou ao Brasil. Os primeiros indícios de sua existência são no Paraná, mais precisamente em Curitiba. Historiadores acreditam que a colonização europeia  tenha influenciado no surgimento da bicicleta no sul do Brasil. Naquela época, já havia indústrias em franca expansão na Europa.

(Fonte: http://7diasverdes.com.br/origem-da-bicicleta/)

Club de ciclistas alemães em Curitiba - 1895 (Crédito: Reprodução/Alvoteq)

  

Em São Paulo, Veridiana da Silva Prado construiu a primeira praça do país contendo um velódromo, na região da Consolação, que atualmente é a Praça Roosevelt.

 

 

 

 

 

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