ONU: 80% dos deficientes moram em países em desenvolvimento

O modelo de inclusão é a saída para o fim da intolerância contra os principais problemas enfrentados por deficientes físicos

 

Brasil possui leis de primeiro mundo em relação aos direitos de pessoas com deficiência. 

(Crédito: Acervo gratuito Wix)

 

Segundo dados da Organização das Nações Unidas (ONU), em 2016 aproximadamente 650 milhões de pessoas vivem com alguma deficiência, sendo que 80% delas moram em países em desenvolvimento. Sabe-se que o Brasil, aos poucos, supera algumas dificuldades, tanto na economia quanto na política. Mas, em relação à inclusão social de pessoas com deficiência, o cenário poderia ser melhor.

 

Nosso país possui leis de primeiro mundo em relação aos direitos de pessoas com deficiência. No entanto, o cumprimento dessas leis deixa a desejar. Mauro Nadine, diretor financeiro da Associação de Deficientes Físicos do Paraná (ADFP), explica que falta efetividade para se praticar as leis, falta uma cultura de fiscalização. "Os órgãos existem, mas é necessário a criação de conselhos, que envolvam a sociedade para provocar a mudança, assim com o envolvimento coletivo acaba criando se uma relação entre a sociedade e a pessoa com deficiência", reforça. Este é um dos grandes desafios que precisam ser solucionados e é importante para a diminuição do preconceito, pois a falta de acessibilidade é uma forma de preconceito com os deficientes físicos.

 

 Mauro Nadine, tesoureiro da ADFP, diz que falta fiscalização no Brasil. (Crédito: Thais Choma)

 

O deficiente físico sofre também na hora da busca a colocação no mercado de trabalho, apesar de existir a Lei 7.853, desde 1989, que diz que as empresas com 100 ou mais empregados deverão preencher de 2% a 5% dos seus cargos com beneficiários reabilitados ou pessoas portadoras de deficiência habilitadas. Isso não é cumprido na prática, principalmente médias e pequenas empresas resistem em contratar funcionários com deficiência.

 

Nadine reitera que é necessária a conscientização dos empresários. Vários conselhos estaduais oferecem workshops e capacitações a empregadores para conscientizar e sensibilizar os empresários, e mostrar como é necessária a contratação de deficientes físicos na empresa.

 

 

Inclusão na vida acadêmica
 

Não é apenas na vida profissional que uma pessoa com deficiência física vai encontrar dificuldades; na vida social e acadêmica ela também enfrenta obstáculos. O modelo de inclusão de pessoas com diferentes tipos de deficiência serve para a sociedade conviver e respeitar os indivíduos que embora tenham limitações, não são incapazes de aprender. A fim de diminuir o preconceito, Centros Universitários, como é o caso da Uninter, tem incentivado a convivência de alunos e professores com pessoas com algum tipo de deficiência.

 

Em entrevista à revista EntreVerbos, Leomar Marchesini Zuravski, coordenadora e fundadora do Serviço de Inclusão e Atendimento aos Alunos com Necessidades Educacionais Especiais (SIANEE), salientou a importância do modelo de inclusão na vida acadêmica e o fim do modelo de integração. Ela afirma que deve haver uma atenção constante sobre a locomoção com segurança e autonomia,  tendo esses dois direitos básicos garantidos, as pessoas com deficiência não sofrerão constrangimentos e certamente terão uma autonomia maior. 

 

Leomar conta que as pessoas com deficiência não devem ser vistas como coitadas e nem como super-heróis. “As pessoas com deficiência odeiam a palavra superação, pois ela passa a ideia de que essas pessoas podem fazer coisas mirabolantes e impossíveis”, declara.

 

 

 Leomar Marchesini é coordenadora e fundadora do SIANEE. (Crédito: Arquivo pessoal/Leomar Marchesini)

 

Leomar também destacou como foi bacana ver o público incentivando e reconhecendo o trabalho dos atletas nas Paralimpíadas. Com os jogos Paralímpicos, houve um aumento de visibilidade para as pessoas com deficiência, estimulando a conscientização da população.

 

Na galeria de fotos, você confere algumas modificações estruturais feitas para a melhoria da qualidade de vida dos usuários de cadeiras de rodas.

 

 

 

 

 

 

 

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