Mesmo com grande quantidade de chuva em Curitiba, placas solares mostram-se eficazes

14.12.2016

Especialistas acreditam que a energia solar é uma boa maneira de reduzir gasto com energia elétrica na cidade

 (Crédito: Amanda Zanini/Arquivo Pessoal)

 

As placas solares são consideradas uma alternativa sustentável de produção de energia elétrica. Mas, em Curitiba, onde o sol nem sempre aparece, o investimento vale a pena?

 

De acordo com dados do Instituto Nacional de Meteorologia (INMET), de janeiro até novembro de 2016, a média no índice de radiação solar em Curitiba era de 578 kJm² e a média do pluviométrico é de 58mm, com poucos dias sem chuva.  Analisando esses números, o engenheiro de produção Frederico Ottoni assume que a eficiência da célula fotovoltaica em Curitiba é, sem dúvidas, menor - já que os dias são muito mais nublados e chuvosos do que ensolarados. Mas, o engenheiro recomenda a instalação do equipamento como forma de economizar nos gastos com energia, com retorno de médio a longo prazo, sendo pouco provável a eliminação da energia convencional.

 

Para Ottoni, mesmo que as placas diminuam sua eficiência em dias chuvosos, elas ainda vão gerar uma economia, pois o  pico de consumo de luz da maioria dos brasileiros ocorre entre às 18h até às 20h. “Devido a esse grande período de baixo consumo, praticamente a tarde inteira, mesmo em um dia nublado seria possível recarregar as baterias do sistema fotovoltaico para serem utilizadas a noite ou final da tarde”, explica.

 

Ottoni ainda afirma que “em qualquer país tropical a energia solar é a mais indicada, pois mesmo sendo uma cidade com tempo predominantemente nublado, ainda temos uma boa incidência de raios UV”. De acordo com ele, a energia eólica é inviável em Curitiba, já que a cidade não possui uma incidência de ventos muito forte, e a hidrelétrica, mesmo sendo viável, causa um impacto ambiental muito grande e requer muito investimento.

 

André Gomes, pesquisador do Centro de Energias do Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar), fez um experimento com painéis solares na instituição para descobrir se é mesmo eficiente utilizar essa fonte de energia em Curitiba. De acordo com ele, “os painéis fotovoltaicos em Curitiba têm capacidade para gerar, em média, 3 mil kW/h ao ano e, mesmo no inverno, as baixas temperaturas ampliam a potência dos módulos fotovoltaicos, de forma a compensar a menor incidência de radiação solar”. A sua pesquisa mostrou que a  energia produzida pode abastecer a casa de uma família de quatro pessoas com consumo mensal de 250 kWh.

 

 

Como funciona uma placa solar?

 

A energia solar fotovoltaica é a energia obtida através da conversão direta da luz em eletricidade.  A célula fotovoltaica é a unidade fundamental desse processo de conversão. Um painel solar é composto por uma associação de células, encapsulada em duas capas de EVA (etileno-vinilo-acetato), entre um vidro na frente, e atrás, de um polímero termoplástico.

 

É a principal energia renovável no mundo. A sua eficiência é basicamente quanto % de energia da luz do sol o painel solar converte em energia elétrica por m2. Ou seja, um painel solar com eficiência de 15.1% converte 15.1% da energia que incide sobre o painel, por m2, em energia elétrica.

 

 (Desenho: Guilherme Kozlowski)

 

1 - O painel solar reage com a luz do sol e produz energia elétrica (energia fotovoltaica). Os painéis solares do seu telhado estão conectados uns aos outros e ao seu inversor solar.

 

2 - O inversor vai transformar sua energia fotovoltaica em energia elétrica, que pode ser utilizada na sua casa.

 

3 - A energia elétrica sai do seu inversor e vai para o quadro de luz sendo distribuída por toda a sua casa.

 

4 - A energia solar pode ser usada em TVs, aparelhos de som, computadores, enfim, em tudo que a energia elétrica estiver conectada.

 

5 - Quando você usa menos do que produz, isso vai para a rede elétrica e vira créditos para noite ou próximos meses.

 

 

Por que utilizar a energia solar?

 

Assim como todas as tecnologias inovadoras, o equipamento de geração de energia solar ainda é caro no Brasil. Entretanto, de acordo com Frederico Ottoni, existem dois grandes fatores que podem fazer com que o investimento valha a pena.

(Crédito: Freepik)

 

O primeiro é o fator ambiental. Mesmo morando em um país que tem sua matriz energética baseada em usinas hidroelétricas, a preservação ambiental não é o foco. As hidrelétricas causam um impacto ambiental local muito grande, deslocando populações de fauna de grandes áreas e modificando a geografia de grandes vales. Quanto mais conseguirmos gerar nossa própria energia, menos usinas precisarão ser feitas.

 

O segundo fator é o custo. De médio a longo prazo, o valor que o cliente gastaria na conta de luz, que é um gasto sem retorno, pode ser investido em um equipamento de geração de energia solar ainda mais eficiente. Isso se tornaria um investimento, não só pelo fato de haver uma alta redução de gastos nesse período, mas também, com o fato de que os equipamentos agregariam mais valor ao imóvel.

 

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