TI Verde: um caminho para reduzir o lixo

A proposta visa diminuir os impactos causados no meio ambiente por causa do descarte de eletrônicos

 

As placas de computadores são separadas dos demais produtos (Crédito: Priscila Michele)

 

Uma pesquisa recente revela que nos próximos quatro anos o lixo eletrônico gerado pela população de cada região vai crescer entre 5 e 7% ao ano, com quase 4,8 mil quilo toneladas previstos até 2018. O estudo E-waste na América Latina: Análise Estatística e Recomendações de Políticas Públicas,  publicado em novembro em 2015 pela Groupe Spécial Mobile (Sistema Global para Comunicações Móveis- GSMA) e pelo Instituto para Estudos Avançados de Sustentabilidade da Universidade das Nações Unidas (UNU-IAS), aponta que em 2014 a América Latina produziu 9% de todo lixo eletrônico do mundo, equivalente a 3,9 mil quilos toneladas.

 

De acordo com os dados deste estudo, a maior parte do lixo eletrônico da América Latina é gerada no Brasil e no México que produziram, respectivamente, 1,4 mil kt e 1 mil kt de lixo eletrônico, devido às suas grandes populações. No entanto, uma nova forma de minimizar esse problema  vem migrando para o Brasil: as empresas de TI Verde ou Green IT, conceito ou expressão que tem sido utilizada pelo setor de tecnologia para incorporar a preocupação com o meio ambiente e a sustentabilidade. Essas empresas visam, através da sua área de tecnologia da informação, criar ferramentas ou ações para reestruturar outras empresas para se tornarem mais sustentáveis, econômicas e com uso de seus equipamentos com maior durabilidade.

 

O conceito surgiu nos Estados Unidos, em 1980, com a preocupação que se tinha sobre o crescente uso de computadores pessoais e seus destinos. A EntreVerbos entrevistou o coordenador de contas da Encript Soluções de TI, em Curitiba, Wendeu Marinho, que ressalta como aderir a esse conceito e a importância deste trabalho. Acompanhe o áudio.

 

Assim como ressalta Marinho, o TI Verde não é pautado apenas na economia, mas em toda uma conscientização da reciclagem desses produtos. É indispensável trabalhar com campanhas educativas sobre a manutenção e o descarte da população sobre o lixo eletrônico (tablets, pcs, notebooks, celulares, etc.), o lixo da linha branca (geladeiras, fogões, ar-condicionado, etc.) e o lixo reciclado (papel, alumínio, plástico, vidro, etc.). Este trabalho, seja com o produtor, seja com o consumidor, permite que o lixo seja descartado corretamente e possa ser reutilizado e reciclado.

 

Funcionário realiza separação dos componentes do eletrônico. (Crédito: Priscila Michele)

 

Reduzir, reutilizar e reciclar

 

A Lei nº 12.305, de 2 de agosto de 2010, introduzida na Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), destaca a responsabilidade compartilhada pelo ciclo de vida dos produtos. Tal aspecto tem ligação direta com a logística reversa, que permite que o processo de criação de um produto possa ser revertido após seu descarte por meio de reutilização e reciclagem. A redução do seu uso, ou seja, o aumento de vida útil para que dure mais e permaneça com seu consumidor por um bom tempo, é o que permite que se torne desencadeador a produção do mesmo.

 

A EntreVerbos entrevistou o diretor Marlon Ravata, da empresa M1 Info Gerenciadora de Resíduos Eletrônicos, responsável por trabalhar com logística reversa em Curitiba e demais regiões:

 

 

A lei da PNRS ainda institui que deve haver um descarte correto desse tipo de material sem causar nenhum impacto ambiental. As empresas que colaboram com o uso correto da remoção desses elementos e que destinam seus lotes de lixo eletrônico para espaços de reciclagens recebem um certificado da sua correta destinação. 

 

(Crédito: Priscila Michele)

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