Aumenta a procura por línguas asiáticas em Curitiba

A cultura pop coreana desperta o interesse pelo seu idioma

 

A facilidade no ensino das línguas asiáticas está ligada ao grau de interesse e dedicação de cada aluno. (Crédito: Pixabay)

 

A popularização de movimentos culturais coreanos está cada vez mais forte no Brasil. Para entender de verdade a cultura de um povo é essencial aprender seu idioma. Por isso, a procura por cursos de línguas asiáticas está fortemente ligada ao interesse na cultura desse povo. A preocupação com  o futuro profissional também é um fator de influência para a escolha do curso.

 

A diretora e fundadora do Centro Ásia Tomodachi, Lina Saheki, conta que na instituição são ofertados cursos de mandarim, coreano e japonês e que cada curso tem o seu público alvo, pois cada um deles é procurado por um perfil diferente de aluno.

 

O mandarim costuma ser requisitado por adultos, geralmente estudantes universitários, que estão voltados para o amanhã e enxergam essa língua como o idioma do futuro. O pensamento da maioria dos alunos desse curso é usar o mandarim no seu trabalho.

 

Jovens e adolescentes que gostam de k-pop, movimento cultural da Coreia, são a massa dos alunos dos cursos de coreano, a grande maioria são mulheres de 12 a 16 anos. Ou seja, o interesse em aprender a língua começa por hobby. Muitos até querem aprender o idioma porque pretendem ir para o país asiático, mas o grande gatilho para começar o curso é o fascínio na música e cultura pop coreana.

 

O público do curso de japonês é mais eclético, variando bastante entre pessoas mais jovens e mais velhas. Uma parcela grande dos alunos desse curso começa o estudo do idioma por causa da cultura pop japonesa, pois aqui no Brasil os animes (desenhos animados) e mangas (histórias em quadrinho) têm um público muito forte.

 

O professor particular de coreano, Mideum Seo, dá aula para um público que, em sua maioria, é jovem. Ele conta que alguns alunos pensam em fazer intercambio ou se mudar para Ásia por causa da condição econômica e cultural de lá. Outros pensam em conhecer um país asiático porque é onde encontrariam originalmente as músicas e filmes que gostam.

 

 

Aumento e estabilidade de público

 

Nos últimos dois anos aumentou bastante a procura pelo curso de coreano, coincidindo com a popularização do movimento k-pop no Brasil. Nesse mesmo tempo, o público dos outros cursos se mantiveram estáveis, segundo Lina Saheki.

 

O professor Mideum Seo afirma que os movimentos como o k-pop primeiro conquistaram o Japão, depois conquistaram a China e toda a Ásia. Então eles mudaram o alvo para a Europa e para a América do Norte. E agora, que também estão na América Latina, estabelecem influencia no interesse dos brasileiros pelo idioma.

 

Ninguém desejaria aprender o inglês se os Estados Unidos e a Inglaterra não fizessem sucesso no mundo. Da mesma forma, o interesse pelo coreano não aumentaria se a cultura pop coreana não estivesse sendo popularizada mundialmente.

 

Saheki ainda considera que o protagonismo da China na economia mundial nos últimos 10 anos, e mais intensamente nos últimos cinco anos, fez aumentar o interesse pelo mandarim. O ápice da procura pelo curso ocorreu entre 2011 e 2012, quando a China dava sinais de domínio sobre o mercado.

 

O curso de japonês não teve mudanças recentes por procura, conforme observa Saheki. Inclusive nos últimos 15 anos sempre teve um interesse forte pelo idioma por pessoas que gostam de animes e mangas.

 

 

A busca pelo diferencial

 

No nosso dia a dia temos um contato maior com o inglês. O volume de músicas  e filmes nesse idioma, por exemplo, é maior do que em outras línguas. Por isso, é mais fácil praticá-lo do que praticar as línguas asiáticas. Além disso, o inglês tem raiz latina como o português, o que traz algumas semelhanças - como usar o mesmo alfabeto.

 

Os idiomas asiáticos não têm a mesma raiz, por isso, embora pareçam quase a mesma coisa aos olhos leigos, são muito diferentes um do outro - o que poderia ser um empecilho para os alunos.

 

(Crédito: Jeniffer Oliveira)

 

No entanto, a questão da dificuldade em aprender o mandarim, o japonês ou o coreano vai depender do grau de interesse e de identificação que o aluno tem com o idioma. Quanto mais motivação o aluno tiver, maior será sua facilidade no aprendizado.

 

Lina Saheki conta que boa parte dos alunos dela já sabem o inglês, que é considerado o básico para o mercado hoje em dia. Os estudantes procuram ter algo a mais com as línguas asiáticas, o que se torna um diferencial.

 

A recepcionista Camilla Maia, 20 anos, aprendeu e ainda estuda inglês sozinha. Ela se dedicou por aproximadamente quatro anos e é fluente há três. O interesse pelo coreano ocorreu porque ficou encantada com a arquitetura do idioma.

 

Quando começou a estudar coreano, Maia aprendeu o alfabeto em três dias usando os aplicativos Write It e Korean Pronunciation. Seu principal método de estudo são as músicas, pois considera que amplia o vocabulário e auxilia na compreensão oral e auditiva ao mesmo tempo.

 

Maia comenta que, no geral, as pessoas pensam em aprender espanhol como segunda ou terceira língua no Brasil, mas ela pensa que saber um idioma aos concorrentes não faz tanta diferença. É por isso que ela considera seu aprendizado no coreano importante para o lado profissional.

 

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