Calçadas verdes ainda geram dúvidas sobre seu uso

04.07.2017

A real função dessas "estruturas" permanece uma incógnita para muitos

 

Pedestre utilizando a calçada verde para atravessar a rua. (Crédito: Icaro Couto)

 

 

As calçadas verdes começaram a ser implantadas pela Prefeitura de Curitiba em diversos pontos da cidade no início de 2016. Foram fixadas dentro da chamada Área Calma, que possui limite de velocidade de 40 km/h.  Porém, muitas vezes, estas são ignoradas pelos transeuntes e motoristas, alguns dos quais creditam a elas uma mera função estética e desconhecem o real propósito delas estarem ali. 

 

De acordo com uma nota publicada em seu site oficial, a prefeitura esclarece que “as  calçadas verdes são ampliações das áreas de calçadas tradicionais, com pintura feita com tinta verde e branca, além de balizadores presos ao piso. Desta forma, a expansão das mesmas é feita de forma rápida e econômica, sem a necessidade de obras mais complexas”.

 

Na mesma nota também há o depoimento do diretor de Engenharia da Secretaria Municipal de Trânsito de Curitiba (Setran), Maurício Razera, no qual afirma que as calçadas verdes permitem uma linguagem de fácil identificação, não conflitando com outras cores já previstas no Código de Trânsito Brasileiro. Segundo ele, “estamos atentos à segurança viária e a melhoria da qualidade de vida".

 

 

Responsáveis pelo projeto

 

Ainda de acordo com nota da prefeitura, esse projeto das calçadas verdes foi desenvolvido pelo Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Curitiba (Ippuc) em parceria com a Setran,  também conta com o apoio das secretarias de Meio Ambiente, Obras Públicas e de Governo Municipal. A inspiração do projeto veio de cidades como Nova York e Buenos Aires, que também buscam a requalificação do espaço urbano e o incentivo aos deslocamentos a pé.

 

Os profissionais do Ippuc receberam apoio técnico dos especialistas de Buenos Aires que, por sua vez, foram orientados pela prefeitura de Nova York. O intercâmbio de experiências e tecnologia foi possível porque as três cidades integram o Grupo C40 de Grandes Cidades para Liderança do Clima – e projetos como este, que incentivam os deslocamentos a pé, são prioritários para esta rede de cidades. Até o momento do fechamento dessa matéria, a prefeitura e o Ippuc não haviam se pronunciado para dar mais detalhes sobre o assunto.

 

 

 

O que pensam os pedestres e motoristas?

 

A redação da EntreVerbos conversou  com alguns pedestres e motoristas que diariamente circulam pelos lugares onde ficam  essas calçadas verdes. Gabriela Nogueira, uma estudante de 14 anos,  afirma que nunca reparou direito nelas e confessa que,  até o momento, jamais parou para se perguntar o motivo delas estarem ali.

 

O aposentado Anilton Moreira, de 75 anos,   também diz ignorar a real função das calçadas verdes. “Para  ser sincero, achava que era só uma “firula” do governo pra tentar deixar o Centro mais bonito”, diz de um jeito bem humorado.

 

Já para o motorista de caminhão, Jonathan Benedik, de 29 anos, as calçadas são úteis, pois dão mais tempo para o pedestre atravessar a rua e, assim, ajudam a evitar acidentes. Porém, quando perguntado sobre  os benefícios para o motorista, Benedik não conseguiu pensar em nenhum.

 

 

 

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