Projetos esportivos têm papel fundamental na sociedade

Visando a inclusão social, iniciativas estimulam desenvolvimento de relações interpessoais e sentimento de pertencimento 

 

 Crianças e adolescentes muitas vezes encontram no esporte a ajuda para seus problemas (Crédito: Pixabay)

 

Ser jogador de futebol, se tornar reconhecido como um grande esportista, viajar o mundo para participar de jogos. Esses são alguns dos vários sonhos que crianças e adolescentes têm quando começam a participar de algum tipo de esporte. Existem projetos sociais que auxiliam a criança a estar cada vez mais perto do sonho. Com isso, acabam tendo papel fundamental no desenvolvimento social da criança.


Uma pesquisa realizada pelo Ministério do Esporte, em 2013, apontou que 54,1% dos brasileiros são praticantes de esportes ou atividades físicas. A pesquisa ainda mostrou que o interesse por começar a prática de esportes é maior entre crianças e adolescentes. Dos seis aos 14 anos a busca por algum tipo de esporte chega a representar 69,3% dos praticantes. 


Com isso, os programas de inclusão social podem auxiliar esses jovens a "resolver" seus problemas, tendo como ferramenta o esporte. De acordo com a Organização das Nações Unidas (ONU), a desigualdade social é um dos elementos que mais pesa na classificação brasileira, que se encontra na 79ª posição do Índice de Desenvolvimento Humano (IDH). Por isso, o esporte tem sido usado em todo o mundo como uma ferramenta para possibilitar a inclusão social de crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade social, é o que afirma o professor doutor de Educação Física, Riller Reverdito.

 

"O esporte também proporciona relações interpessoais significativas, que é o sentimento de pertencimento e relações afetivas duradoras, com os professores e pais", declara o professor. Com isso, além de ajudar a criança e o adolescente, os projetos sociais, muitas vezes, também beneficiam os pais. Quem pode afirmar isso é Neusa de Fátima Alves, que três adolescente em casa que participam de um projeto social. Os garotos, de 10, 14 e 18 anos ficaram muito obediente depois de terem começado a praticar o esporte. " O projeto é muito importante para eles. Eles ficaram mais unidos e agora estão obedientes e responsáveis", relata Neusa.

 

 

Cidadania e esporte


Com a prática esportiva, o jovem tem a capacidade de reduzir frustrações, porque o esporte faz com que tenham autoestima e se sintam capazes. Dessa forma, podem ser "preparados" para os problemas futuros, como desemprego, dificuldade no aprendizado escolar, desilusões amorosas e tantos outros problemas que poderão surgir. É importante garantir que, quando o jovem venha passar por essas situações, ele não veja em caminhos errados a "solução", mas que o esporte o permita ser uma "porta de escape".


Fábio Schrede é exemplo de encontrar através do esporte um incentivo para não entrar no mundo do crime. Há cinco anos ele conheceu o projeto social "Águias da Bola", que tem como objetivo a inserção social de crianças e adolescentes através do futebol. "O Águias da Bola foi fundamental na minha vida, porque através do projeto eu sou essa pessoa melhor hoje", afirma o jovem. 


Com 15 anos Fábio recebeu o primeiro convite para o crime.  Seus "amigos" o chamaram para realizar um roubo, mas como ele estava começando a participar do projeto não aceitou o convite.  A partir de então, Fábio  vem participando do projeto e conta ter encontrado amigos no projeto que estão sempre dispostos a ouvir seus problemas e ajudá-lo. Agora com 19 anos, o jovem agradece por ter conhecido o Águias da Bola. "Graças a Deus e ao Águias, mudei muito o meu jeito de ser, minha forma de pensar e agir", relata Fábio.


Através do esporte, é possível desenvolver a cidadania desses jovens e proporcionar a inclusão social, que garantirá um futuro melhor, tanto do indivíduo como do país. Portanto, garantir uma perspectiva de futuro para os jovens e adolescentes poderá até mesmo ultrapassar o limite de bem-estar físico e tornar-se visível a nível educacional e formativo para eles.

 

Sonho de criança 
 

De família simples, sem condição financeira de tornar real um sonho de infância, Nelson Santos, 41 anos, hoje proporciona aos jovens e adolescentes a oportunidade de seguir o sonho de se tornar um jogador de futebol. O Águias da Bola teve seu início em setembro de 2007, com o intuito de tornar real um sonho de infância, mas um sonho que seria realizado de uma forma diferente, proporcionando opções a outras crianças e adolescentes.


Além da falta de recursos financeiros, Nelson também teve a perda do seu pai aos 10 anos, momento no qual o adolescente se viu ainda mais longe do sonho. No entanto, continuava tendo projetos de um futuro diferente e há 10 anos decidiu conversar com o pastor da igreja que frequenta e contar o que tinha em mente. Com isso, conseguiu apoio da instituição religiosa para iniciar o projeto. 


"O Águias da Bola tem como objetivo a formação de cidadãos a partir do direcionamento deles no caminho de Cristo", declara Nelson. Com foco evangelístico, o projeto procura apresentar às crianças e adolescentes um caminho diferente daquele que, muitas vezes, faz parte da sua realidade. Para que isso seja possível, há acompanhamento do desempenho escolar dos adolescentes. 


O projeto, que começou com dois alunos, hoje já conta com mais de 1.500 crianças e adolescentes em todo estado do Paraná. São crianças e adolescentes de 25 sedes, presentes em 14 cidades do estado. Nelson destaca que é importante perceber a relevância de integrar crianças e jovens das comunidades na sociedade, para assim, reduzir preconceitos e estereótipos, muitas vezes, impostos pela sociedade.
 

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