Islamismo: Uma cultura além do extremismo

A religião tem como líder Maomé, que sistematizou as revelações feitas por Ala no livro alcorão

 

Dentro da Mesquita Imam Ali ibn Abi Talib, localizada em Curitiba. (Crédito: Gabriel Bukalowski)

 

O Islamismo surgiu por volta do ano de 570, pelo então líder religioso máximo Muhammad, mais conhecido como Maomé (ou em árabe مُحَمَّ), na cidade de Meca na Arábia Saudita, berço sagrado dos muçulmanos até hoje. Aos 40 anos de idade, Maomé teria acolhido o anjo Gabriel enviado por Deus, para que os credores encontrassem o “verdadeiro Deus”. Chamado por Alá, ele é muito respeitado por aqueles que seguem a fé islâmica, denominado por muçulmano.

 

Em 622, Maomé tornou-se chefe da nova comunidade religiosa na cidade de Medina, assim, dando marco ao calendário islâmico através da migração chamada Hégira. Sete anos depois, o profeta fez outra peregrinação para a cidade de Meca, onde ficou conhecido mundialmente por entornar o islamismo em boa parte da Península Arábica. No olhar muçulmano, Muhammad não foi fundador de uma nova religião, mas sim o restaurador da fé monoteísta, ou seja, a crença de um único deus, revelada por Abraão, Moisés e Jesus.

 

O livro máximo da fé muçulmana, o alcorão, que em árabe significa "recitação", está entre os volumes mais publicados e lidos do mundo. De acordo com a fé muçulmana, o alcorão é um livro sagrado que contém várias revelações de Ala para Maomé.

 

O livro é divido em 114 suras (capítulos), organizadas por tema, e nenhuma palavra foi mudada ao longo dos anos. As traduções em outros idiomas são chamadas de "significado do alcorão". Sua estrutura literária e gramatical foi feita para que sejam lidos como um grande poema.

 

Diferente da Bíblia, o livro não é um relato religioso, mas sim um código de leis que deve reger a vida dos muçulmanos em todas as áreas. Entre os seus 6.326 versículos, há instruções para o casamento, até regras sobre como o governante deve agir na cobrança de impostos. O alcorão também serve como lei e código moral em cerca de 40 países.

 

O livro sagrado é um dos símbolos do islamismo, a segunda maior religião do planeta, com mais de 1,2 bilhão de seguidores. Em entrevista à EntreVerbos, o diretor religioso Gaml Oumairi, explica cada símbolo e as funções dentro da cultura religiosa.

 

Para eles, os costumes da tradição devem ser mantidos dentro dos lares para representar a verdadeira cultura que está se ramificando cada vez mais no mundo a fora. "Manter a conduta própria da religião é o que nosso seguimento exige, não apenas nas vestimentas, mas também com as atitudes que ensinamos durante nossos encontros", completa o religioso.

  

 

               Diretor religioso, Gamal Oumairi explica a cultura viva na religião Árabe. (Crédito: Gabriel Bukalowski)

 

Mesquitas

 

Foz do Iguaçu no Paraná, abriga a maior comunidade islâmica do Brasil. Além disso, a cidade também conta com a maior mesquita já construída no país, chamada de Omar Ibn Al-Khattab. Em outra cidade paranaense, também se encontra a mesquita Imam Ali ibn Abi Talib. Fundada em 1972, a construção que está localizada em Curitiba, foi criada com o objetivo de aproximar as comunidades ligadas a religião. O contraste da cor azul com os detalhes árabes, atraem a atenção de quem passa pelo local.

 

As cidades com maior densidade de população muçulmana no Brasil. (Crédito: Gabriel Bukalowski)

 

Uma das regras obrigatórias para poder se entrar em uma mesquita, é a de retirar o calçado. “A limpeza da mesquita tem que estar impecável. E o calçado contém diversas impurezas”, completa Oumairi. 

 

Seguindo o ritual islâmico, o véu também é um acessório obrigatório para as mulheres entrarem na mesquita. Além do véu em sinal de respeito com as mulheres, o cumprimento dos homens com as mulheres deve ser feito com um sinal no peito, evitando o toque.

 

Crescimento da população muçulmana no Brasil entre 1991 e 2010.  (Crédito: Gabriel Bukalowski)

 

Escoteiro árabe une culturas e religiões

 

Fundado em 2015, o grupo escoteiro brasileiro árabe de Curitiba tem 24 inscritos.  No início a ideia era aproximar as crianças que frequentavam a Mesquita de Curitiba, mas com o passar do tempo o grupo viu a oportunidade de apresentar a cultura árabe a população em geral, abrindo vagas para brasileiros.

 

 Escoteiro Árabe. (Crédito: Arquivo pessoal)

 

É o que conta Fátima Baki, chefe de sessão do ramo de lobinho. “É uma oportunidade de mostrar a verdadeira cultura islâmica. Mostrar que não é o que passam na televisão. Não é terrorismo, bombardeio ou coisas do tipo. E todos saem de lá surpreendidos com o que aprenderam, e com um pensamento muito diferente sobre a cultura”, completa Fátima.

 

Eles não trabalham religião dentro do grupo escoteiro. Há participantes evangélicos, católicos, espíritas e muçulmanos. As equipes são divididas por faixa etária. De 6 a 10 anos são chamados de “Novinhos", de 10 a 14 anos são os “Escoteiros”, e de 14 aos 18 anos são os “Sênior”.

 

No início das atividades eles fazem uma reza em árabe e ao final rezam o “Pai Nosso”, considerado a oração universal. As vezes as crianças também cantam em árabe, como uma forma de somar conhecimento. Eles recebem muitas visitas de colégios e grupos de jovens.

 

Esse é o único grupo de escoteiro brasileiro árabe em Curitiba, e os encontros acontecem em todos os sábados. Na cidade de São Paulo e Foz do Iguaçu, também existem escoteiros árabes, mas estes são abertos somente para a comunidade islâmica.

 

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