Terror destaca cinema nacional

"Cineasta Rodrigo Aragão na fábulas Negras Produções (crédito : Wellington Araújo)"

 

A criatividade tem sido a principal ferramenta do cinema brasileiro na luta pela cultura no país. Entre alterações drásticas na política de cultura, entre possibilidades de cortes no orçamento de apoio ao meio cinematográfico, entre tentativas de censura prévia e outras derrotas mais, é a união dos profissionais, aliada à capacidade de adaptação, que vem abrindo oportunidades para cinema brasileiro. Dentre tantas obras e nomes de destaque, o cinema Trash ou de Terro é o que vem ganhando projeção nacional, impulsionado sobretudo por profissionais plurais com produções de alto nível. 

 

Quem olha para o futuro deve sempre ter um pé na história e reconhecer os clássicos. Por isso que quem fala sobre o gênero de terro no país sempre re referenciará ao José Mojica Marins, o Zé do Caixão, como o precursor e maior ícone deste estilo. Mas novos nomes tem criado seu espaço no meio e ventilado o mercado, como é o caso do cineasta capixaba Rodrigo Aragão, a maior referência contemporânea do cinema de terror brasileiro.

 

Aragão vem apontando uma nova narrativa ao gênero do terror, inovando não apenas no formato do texto, mas também no uso a cultura nacional como palco para sua obra, resgatando as histórias populares do folclore e literatura do Brasil. Temas como o cuidado com o meio ambiente se mistura a Zumbis que surgem da contaminação do Mangue. Diante desse tom de ocultismo e exorcismo, seus filmes encantam telespectadores.

 

O cineasta é filho de um ex-mágico, que também trabalhava como operador em um pequeno cinema. Aragão começou ainda jovem trabalhando com efeitos especiais caseiros para peças de teatro. Em 2000 criou um espetáculo itinerante chamado Mousoleum, em que bonecos divertiam e assustavam pessoas.

 

Com o cinema no DNA, em 2008 filmou seu primeiro longa-metragem, o " Mangue Negro". O cenário foi o próprio mangue aos fundos de sua casa, em Guarapari, no Espirito Santo. Lá ele encenou o filme com a temática zumbi. Mesmo com orçamento limitado, e patrocinado por amigos, o filme ganhou prêmios nacionais e internacionais no segmento. O reconhecimento foi o gás que impulsionou a carreira de Aragão. A partir daí ele não parou mais e foi buscar recursos para construir um novo caminho para o terror no cinema nacional. Hoje tem uma filmografia considerável no currículo e reconhecimento critico.

 

 

 

 

Após criar a empresa Fábulas Negras Produções Artísticas, Aragão emplacou seu primeiro longa de grande orçamento neste ano, o “Cemitério das Almas Perdidas”. Ele fala com satisfação do sucesso dos seus filmes: “É a realização de um sonho de criança nas telas do cinema, utilizando a linguagem do terror para entreter e divertir. Indo além, impulsionando a sociedade a reflexão de seus próprios dramas. Eu quero mais, o meu prazer é ver o sete de filmagem a todo vapor, gerando emprego e renda para aquelas que respiram e batalham pela cultura no Brasil‘’.

 

 

 

 

 

 

 

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