Libras: barreira linguística afeta cotidiano

Muitos não falam a língua materna dos surdos,  o que gera dificuldades no cotidiano

 

 Atividades simples podem ficar mais complexas com a barreira linguística. (Crédito: Liliane Jochelavicius)

 

No dia 24 de abril, a Lei que reconhece a Língua Brasileira de Sinais (Libras) como meio legal de comunicação e expressão, completou 15 anos. O uso dela contribui para uma educação melhor e também nas atividades do cotidiano. A evolução da tecnologia ajudou muito nas tarefas: os antigos telefones com teclados acoplados para surdos foram substituídos por celulares, muito mais práticos pelo tamanho, e que permitem, além das trocas de mensagens de texto, a conversa por vídeo em Libras.

 

Existem relógios despertadores que vibram e podem ser usados, por exemplo, embaixo do travesseiro. Há relógios de pulso que também vibram. Os avisos luminosos são importantes para avisar quando toca a campainha ou o interfone. Cleverson Rogério dos Santos, estudante de Letras-Libras na Universidade Federal de Santa Catarina, relata o caso de uma surda que tem duas cores de luz para o interfone: uma geral e uma para quando é o síndico quem liga. Na escola Alcindo Fanaya Júnior, em Curitiba, abaixo da caixa de som há uma luz vermelha que pisca enquanto toca o sinal. Existe também a empresa Viavel que auxilia na comunicação em ligações e atua em lugares públicos onde não há interprete.

 

A Libras é a língua materna dos surdos, a primeira língua na qual aprendem a se comunicar. Pela Lei 10.436/2002 e o Decreto 5.626/2005, deveria haver atendimento em Libras para os que fazem uso dela. Porém, é muito raro, em lugares públicos, um surdo contar com um intérprete para mediar a comunicação. “Geralmente é a família que acompanha,  um amigo que sabe sinais ou intérprete voluntário. Em raros casos o surdo contrata e paga um profissional para acompanhá-lo”, relata Jeanen Pavlovski Machado, que trabalha com atendimento a surdos na Lapa.

 

Thayse Goulart Strazzi conta sobre as dificuldades enfrentadas no cotidiano. Em uma família onde todos são surdos, é preciso esforço e paciência.

 

 Vídeo apresenta dificuldades enfrentadas por Thayse Goulart Strazzi no cotidiano. (Crédito: Liliane Jochelavicius) 

 

 

Para quem quer aprender

 

Outra questão também levantada por Jeanen Pavlovski Machado é que são poucos os cursos de Libras oferecidos pela iniciativa pública. Em geral, quem deseja estudar acaba procurando os cursos particulares. O Centro de Capacitação de Profissionais da Educação e de Atendimento às Pessoas com Surdez (CAS-PR) oferece cursos para os funcionários da Educação no Paraná e, quando sobram vagas, é possível que outras pessoas também se inscrevam.

 

A Universidade Federal do Paraná (UFPR) oferece o curso de Libras gratuito, mas é preciso prestar atenção às datas de inscrição e ao número de vagas, que é limitado. A Federação Nacional de Educação e Integração dos Surdos (Feneis) oferece o curso, mas não é gratuito. Também é possível estudar em escolas como Librandus e Cepol.

 

Mas o que é possível fazer, sem saber Libras, ao encontrar com um surdo? Nem sempre é possível ter um intérprete ou alguém que conheça a língua de sinais por perto. Nesse caso, seguem algumas dicas:

 

 Quadro comparativo. (Fonte: livro Aprenda LIBRAS com eficiência e rapidez/ Crédito: Liliane Jochelavicius)

 

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