Mulheres dentro das quatro linhas

A atuação feminina no jornalismo esportivo está longe da igualdade entre os sexos, mas já é perceptível uma atuação maior das mulheres na área.

 

A presença de mulheres e crianças nos estádios de futebol são comuns atualmente. (Crédito: Gilvan Bevilaqua)

 

O jornalismo esportivo é uma das áreas da profissão em que a presença masculina é predominante. A Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) lançou  em 2013, uma pesquisa realizada pela Universidade Federal de Santa Catarina sobre o Perfil do Jornalista Brasileiro  e revelou que  64% do jornalismo nacional é formado por mulheres, mas ainda são minoria nos cargos de chefias nos veículos e órgãos de comunicação. Isso reflete na participação feminina no futebol e em outros esportes.

 

 

Com o crescente número de repórteres do sexo feminino atuando na área esportiva, a atividade começa a deixar de ser exclusividade dos homens. As jornalistas Gabriela Ribeiro, do Globo Esporte, e Monique Vilela, da Banda B, contribuem para a mudança dessa realidade no Paraná.

 

 

 

 

Gabriela Ribeiro: "Vivemos numa cultura machista que oprime as mulheres e isso passa pela arquibancada, pelos torcedores e jornalistas." (Crédito: Arquivo pessoal)

 

 

 

Gabriela diz que a mulher precisa ter consciência de que ela tem direito de dominar todos os espaços. A jornalista pensa que isso deve ocorrer em qualquer tipo de profissão e atividade. “O mais complicado em relação à questão de ser mulher e estar no meio esportivo é justamente essa entrada, porque o começo é sempre um pouco chocante, você se depara com uma realidade na qual não estava preparada ou até mesmo na faculdade, não teve abertura para isso”, diz.

 

 

Para Monique, atuar em uma função onde poucas mulheres tem oportunidade, a cada dia que passa, tem sido mais comum e menos trabalhoso. “As pessoas estão se acostumando com a presença das mulheres em estádios, treinamentos, locais em que a delegação e dirigentes estão. Está se tornando mais comum, não que seja normal ou natural, mas muito mais comum do que dez ou quinze anos atrás”, diz a repórter. Ela considera que hoje a mulher tem um pouco mais de tranquilidade para trabalhar.

 

 

 

 

Para Monique, as mulheres são vistas com estranheza no meio esportivo. (Crédito: Arquivo pessoal)

 

 

Preconceito

 

 

Sobre a questão do preconceito Gabriela diz ter uma birra muito grande com colegas que dizem não ter passado por isso. “Inevitavelmente, a mulher por ser mulher, independente do espaço que ocupe, vai sofrer algum tipo de machismo, se esse espaço for dominado por homens”. A jornalista  complementa dizendo que “o tempo todo você vai ter um dirigente de futebol te olhando como se você fosse uma menininha, um jogador de futebol te chamando para sair e outros jornalistas minimizando a sua inteligência nesse espaço. Você vai ter que lutar muito mais contra a maré e mostrar a tua competência".

 

 

Monique atua há 12 anos no meio esportivo e conta que as pessoas tratam a mulher com estranheza, mas afirma nunca ter sofrido preconceito. “A estranheza ocorre principalmente nas regiões Norte e Nordeste do País, que não estão muito acostumados com a presença da mulher. No Sudeste e no Sul é normal, eles já te olham de uma maneira normal e natural”. A repórter da Banda B diz que “aos poucos, conforme os anos vão passando. o preconceito vai sumindo".

 

Ao falar sobre o futuro da profissão, principalmente no meio futebolístico, Gabriela diz que a atuação feminina começa ter uma abertura maior. "Ainda falta espaço, mas está melhorando". Já Monique declarou que o "futuro da mulher no jornalismo esportivo é de ascendência".

 

 

 

Veja 6 dicas de carreira dadas pelas jornalistas entrevistadas:

 

1. mostre competência;

 

2. estude e se aprimore, sempre;

 

3. mantenha o foco e seja persistente;

 

4. perceba os detalhes;

 

5. seja segura e confie na sua capacidade;

 

6. tenha postura, ética e seriedade;

 

 

 

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