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Reborns: A arte realista que gera renda e rompe preconceitos

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    Revista EntreVerbos
  • há 23 horas
  • 2 min de leitura

As bonecas que geram comentários na internet são itens de colecionadores e promovem empreendedorismo.


Crédito: Ingrid Yara Cardoso
Crédito: Ingrid Yara Cardoso

Entre os assuntos mais buscados em maio deste ano de acordo com o Google Trends, os bebês reborns ganharam grandes repercussões, dividiram opiniões na internet e formou até a "União Chuta Bebê Reborn" que se sustenta a partir do princípio de chutar as bonecas realistas caso encontre em algum lugar.


Apesar de toda visibilidade alcançada, o assunto das bonecas relacionadas a busca por direitos iguais a de um bebê real, correspondem uma pequena parcela das colecionadoras que na verdade apreciam a arte reborn como Charlie Daniel de Almeida de 29 anos que é colecionadora e obtém fonte de renda gerando conteúdo infantil com seus bebês rebons. Charlie é colecionadora e admiradora há 10 anos e explica que os bebês são como arte, desmetindo o uso como um membro da família.




A arte Reborn está ligada a um nicho que está movimentando a economia do artesanato e vem crescendo a procura através da propagação da mídia nos ultimos meses. De acordo com o Relatório da Market Report Analytics, o mercado reborn faturou em 2024 cerca de US$ 200 milhões sendo 60% do seu público as colecionadoras adultas. Saiba mais acessando a reportagem Muito hype, pouca estatística: bebês reborn sob a lente dos números.


Selma Barbosa é artista Reborn e empreendedora a 10 anos, começou a trabalhar com a arte reborn depois de descobrir um problema na coluna que foi perdendo o movimento das pernas. Para sair da depressão diante seu diagnóstico, encontrou nas bonecas realistas sua paixão em expressar sua sensibilidade artística tornando cada bebê uma obra de arte única.


A artesã iniciou a divulgação do seu trabalho através do Facebook e mesmo com a dificuldade com as redes sociais, foi sendo divulgado através de postagens e parcerias: "Eu sempre fui muito devagar a mexer e vi que ia ser minha fonte de renda ai foi onde eu comecei a empreender mais", afirma Selma.


Apesar da mídia propagando notícias desabonando a arte reborn, as bonecas são além do que os assuntos virais estão exibindo. A criação leva tempo, dedicação e manifesta emoção em uma boneca exclusiva, mas que não substitui bebê de verdade. Selma opinou sobre a viralização dos reborns: "Por causa do vídeo da menina, começaram a julgar as colecionadores de loucas. Aquele vídeo foi viral, as pessoas precisam aprender mais sobre colecionismo".


São apenas bonecas Crédito: Ingrid Yara Cardoso
São apenas bonecas Crédito: Ingrid Yara Cardoso

Assim como a empreendedora, muitas mulheres utilizam as redes sociais para promover trabalhos, empoderamentos e ativismo, como mostra a reportagem da Amanda Zanluca, Como as redes sociais impulsionam o protagonismo feminino.


Reportagem escrita por: Ingrid Yara Cardoso

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