Feiras livres impulsionam pequenos negócios e geram renda em Contagem
- Revista EntreVerbos

- há 13 horas
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Espalhados pelas oito regionais da cidade, os pontos de comercialização mantêm viva a economia popular e garantem sustento a centenas de empreendedores.
Autora:Gabrielly Carvalho
As feiras livres representam um dos modelos mais tradicionais de comércio no país, desempenhando um papel fundamental na sustentação de pequenos negócios e no desenvolvimento econômico. Contagem, cidade da região metropolitana de Belo Horizonte, conta com cerca de 250 empreendimentos cadastrados nas feiras livres, segundo a Secretaria Municipal de Trabalho e Geração de Renda (SETGER). Desses, 18 atuam dentro da Economia Solidária (EcoSol), um modelo que preza pela autogestão e solidariedade. Entre os produtos mais comuns encontrados nas feiras estão alimentos agrícolas, como hortaliças, frutas e legumes, além de artesanatos, produtos de higiene e roupas.
Entre as mais tradicionais da cidade está a Feira de Arte e Artesanato da regional Eldorado. Criada na década de 1980, ela conta com aproximadamente 500 barracas e atrai, em média, 2 mil visitantes a cada fim de semana. Realizada na Avenida José Faria da Rocha, a feira movimenta mensalmente entre R$400 mil e R$500 mil, segundo dados divulgados pelo jornal O Tempo. O setor alimentício, um dos mais lucrativos, arrecada sozinho aproximadamente R$3mil por fim de semana.

O empreendedor Manuel Messias, de 45 anos, fabrica calçados e atua na feira desde 2003. "Eu comecei a trabalhar na feira com meu irmão, aos finais de semana. Depois de um tempo, comecei a vender minhas próprias fabricações", conta. Durante a pandemia de Covid-19, Manuel adaptou seu négocio para o meio online, utilizando o empreendedorismo na internet como alternativa. Hoje, ele concilia as vendas digitais e presenciais, mas destaca que a feira ainda é sua principal fonte de renda. "Aqui eu tenho um maior retorno financeiro. Muita gente depende desse espaço para ter um sustento, e eu sou um deles. Criei meus dois filhos com dignidade graças a renda que tenhop aqui", afirma.
Além do Eldorado, outras feiras permanentes contribuiram para a economia contagense. Na região de Nova Contagem, por exemplo, a Feira de Artesanato e Comidas Típicas movimenta mensalmente mais de R$80 mil e se tornou um dos principais pontos comerciais do bairro. Já a Feira do bairro Amazonas, popularmente conhecida como Faba, gera de R$450 mil por mês, segundo a prefeitura. Para a economista Elaine Marques, de 42 anos, o comércio a céu aberto representa mais do que um espaço de vendas. "Essas feiras geram renda, trabalho e valorização cultural da cidade", destaca. No entanto, segundo ela, ainda falta divulgação e apoio da parte do governo. "Apesar de movimentarem muito, ainda são tratadas com descaso pelo poder público. Falta incentivo para os feirantes, infraestrutura e investimento", ressalta.

Economia Solidária
As feiras ligadas à Economia Soliodária estão atualmente espalhadas pelas oito regionais da cidade. Ao todo, são 18 pontos fixos com realização mensal. O movimento, baseado na autogestão e na divisão coletiva de lucros, reúne mais de mil participantes e fatura, em média, cerca de R$75 mil por mês, segundo a prefeitura. Para Giselle Lopes, Superintendente de Empreendedorismo e Economia Solidária, o modelo representa uma forma de inclusão social e fortalecimento da economia. "As pessoas compram e revendem aqui, criando oportunidades de trabalho e geração de renda. Isso permite que muita gente, antes fora do mercado, volte a empreender e gerar seu próprio sustento", diz. "Essas feiras são essenciais para a economia da cidade", acrescenta.
Confira abaixo o onfográfico que apresenta a renda mensal gerada por setor nas feiras da EcoSol.








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