A PANDEMIA DO VICIO DIGITAL ENTRE OS JOVENS NO BRASIL
- Revista EntreVerbos

- 17 de dez. de 2025
- 2 min de leitura
Pesquisa aponta que o uso prolongado de smartphones tem relação direta com o aumento de casos de ansiedade e depressão entre jovens de Itapetininga e região.

O uso excessivo de celulares entre jovens tem despertado a preocupação de especialistas em saúde mental na cidade em que resido , Itapetininga (SP).
De acordo com dados do DataSUS e estudos recentes da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), o número de diagnósticos de ansiedade e depressão em adolescentes de 15 a 24 anos aumentou cerca de 35% na última década. A principal hipótese é a influência direta do tempo de tela prolongado, especialmente em redes sociais.
A psicóloga itapetiningana Maria Fernanda Siqueira, especialista em comportamento digital, explica que o uso constante do celular afeta diretamente o cérebro jovem. “Os aplicativos são projetados para gerar estímulos rápidos e recompensas imediatas. Isso altera a percepção de tempo e a forma como os jovens lidam com frustrações”, afirma.
Segundo levantamento do DataSUS, os atendimentos relacionados a transtornos de ansiedade em jovens nessa faixa etária passaram de 1.200 casos em 2014 para mais de 1.800 em 2024 apenas na região de Itapetininga. Para Maria Fernanda, o problema se agrava pela falta de controle familiar e pela necessidade de pertencimento em ambientes digitais. “A busca constante por validação online se tornou uma das maiores causas de sofrimento psíquico entre adolescentes”, complementa.
O estudante Gabriel Almeida, de 17 anos, relata que o uso do celular começou a afetar seu rendimento escolar. “Eu passava mais de seis horas por dia nas redes sociais. Quando percebi, estava ansioso e sem foco nos estudos”, conta. Após orientação psicológica, Gabriel reduziu o tempo de uso e notou melhora no sono e na concentração.
A Secretaria Municipal de Saúde de Itapetininga informou, por meio de nota, que vem ampliando ações de conscientização sobre saúde mental nas escolas. O órgão pretende criar um programa específico voltado à alfabetização digital e ao uso saudável de tecnologia entre jovens.

Especialistas reforçam que o uso do celular em si não é o problema, mas sim a falta de equilíbrio. Pesquisas apontam que o tempo ideal de exposição deve ser inferior a três horas diárias, priorizando o uso educativo e comunicacional. Acima desse limite, há risco aumentado de sintomas de ansiedade, irritabilidade e insônia.
![[Gráfico: Crescimento de casos de ansiedade/depressão entre jovens — Fonte: DataSUS/Fiocruz]](https://static.wixstatic.com/media/8b9eec_c05cc62afb23426da1d908a8e126e1ea~mv2.webp/v1/fill/w_793,h_562,al_c,q_85,enc_avif,quality_auto/8b9eec_c05cc62afb23426da1d908a8e126e1ea~mv2.webp)
Correlata — Quando o celular vira um gatilho emocional
De acordo com especialistas, o uso compulsivo do celular está diretamente ligado à busca por dopamina, neurotransmissor responsável pela sensação de prazer. Quando o jovem passa horas conectado, especialmente em redes sociais, há uma sobrecarga de estímulos que gera dependência e sintomas similares aos de vícios comportamentais.

A psicóloga Maria Fernanda Siqueira alerta que o ideal é estabelecer pausas e criar momentos offline. “Não se trata de demonizar a tecnologia, mas de usá-la com consciência. Estar sempre conectado impede o cérebro de descansar e compromete o bem-estar emocional”, ressalta.
Pais e educadores têm papel fundamental nesse processo. Incentivar atividades físicas, hobbies e conversas presenciais são estratégias simples, mas eficazes, para reduzir os impactos psicológicos do uso exagerado do celular entre jovens.







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