top of page

Saúde mental ganha espaço no debate público, mas acesso ao tratamento ainda é desafio

  • Foto do escritor: Revista EntreVerbos
    Revista EntreVerbos
  • há 1 dia
  • 3 min de leitura

Autora: Helena Schmidt

Dados do Sistema Único de Saúde apontam crescimento da demanda por atendimento psicológico e psiquiátrico. Especialistas alertam para a necessidade de ampliar o acesso e a prevenção


Atendimento em saúde mental tem registrado aumento da procura em diferentes regiões do país Crédito: Helena Rafaela Schmidt
Atendimento em saúde mental tem registrado aumento da procura em diferentes regiões do país Crédito: Helena Rafaela Schmidt

Ansiedade, depressão e outros transtornos mentais deixaram de ser temas restritos aos consultórios e passaram a ocupar espaço central nas discussões sobre saúde pública no Brasil. Dados do Ministério da Saúde mostram crescimento da procura por atendimentos relacionados à saúde mental nos últimos anos, especialmente entre adolescentes e adultos jovens.


O aumento da demanda ocorre em um contexto marcado por mudanças sociais, intensificação do uso das redes digitais, insegurança econômica e impactos que ainda permanecem após a pandemia de Covid-19. Especialistas destacam que o sofrimento psíquico não pode ser analisado apenas como uma questão individual, mas também como reflexo de fatores sociais e estruturais.



Segundo levantamento realizado a partir da plataforma TabNet/DataSUS, os atendimentos relacionados a transtornos mentais e comportamentais registraram crescimento em diversas regiões do país. O cenário reforça a necessidade de fortalecimento da Rede de Atenção Psicossocial (RAPS), responsável por oferecer acompanhamento por meio de Centros de Atenção Psicossocial (CAPS), unidades básicas de saúde e serviços especializados.


Para a psicóloga Natály Molossi,o aumento dos registros pode indicar tanto uma ampliação dos casos quanto uma maior procura por ajuda profissional.


“Hoje existe mais informação sobre saúde mental e menos resistência em buscar atendimento. Isso contribui para o aumento dos diagnósticos e dos registros oficiais”, afirma.


Crédito: Arquivo Pessoal Natály Molossi. Utilizada com autorização da autora
Crédito: Arquivo Pessoal Natály Molossi. Utilizada com autorização da autora

A realidade dos números também aparece na experiência de quem enfrenta dificuldades emocionais no cotidiano. A advogada Anne Ferreira,

de 27 anos, relata que procurou ajuda após episódios frequentes de ansiedade.


“Eu tinha dificuldades para dormir, me concentrar e manter a rotina. O acompanhamento profissional foi fundamental para entender o que estava acontecendo”, conta.


Apesar dos avanços, especialistas alertam que ainda existem desigualdades no acesso aos serviços de saúde mental, principalmente em municípios menores e regiões mais afastadas dos grandes centros urbanos.


O desafio, segundo pesquisadores da área, é garantir que o debate sobre saúde mental seja acompanhado pela ampliação efetiva dos serviços, formação de profissionais e fortalecimento das políticas públicas voltadas à prevenção e ao tratamento.


CAPS são a principal porta de entrada para atendimento especializado em saúde mental


O atendimento em saúde mental pelo Sistema Único de Saúde (SUS) é realizado por meio da Rede de Atenção Psicossocial (RAPS), formada por Unidades Básicas de Saúde, Centros de Atenção Psicossocial (CAPS), ambulatórios especializados e hospitais de referência. Os CAPS são considerados o principal serviço para acompanhamento de pessoas com sofrimento psíquico intenso, transtornos mentais persistentes e dependência de álcool e outras drogas.


Nessas unidades, os pacientes podem receber atendimento multiprofissional, incluindo consultas com psicólogos, psiquiatras, assistentes sociais, terapeutas ocupacionais e equipes de enfermagem. O encaminhamento pode ocorrer pelas unidades de saúde ou, em alguns casos, diretamente pelo usuário.


Especialistas destacam que a busca precoce por ajuda é fundamental para evitar o agravamento dos quadros clínicos. Sintomas persistentes de ansiedade, tristeza intensa, alterações de sono, crises emocionais frequentes ou dificuldades para realizar atividades cotidianas são sinais que merecem avaliação profissional. A ampliação do acesso aos serviços especializados é apontada como um dos principais desafios para fortalecer a política de saúde mental no país.

Comentários


  • White YouTube Icon
  • White Facebook Icon
Revista online produzida pelos alunos do curso de Jornalismo
Revista digital produzida pelos alunos do curso de Jornalismo 
 
Siga a EntreVerbos
  • fb icon 2
  • yt icon 2

Centro Universitário Internacional| UNINTER |

Rua Saldanha Marinho, 131 – Centro | Curitiba-PR |

revistaentreverbos@gmail.com

 Site projetado por Agência Experimental Grafita
Colaboração de layout por Guilherme Dias

Siga a Entreverbos

bottom of page