Quem ocupa a cidadem quee? O desafio de transformar espaços públicos em locais de convivência em Itapema
- Revista EntreVerbos

- há 3 dias
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Entre crescimento urbano, turismo e novas demandas da população, moradores discutem como garantir espaços públicos acessíveis e democráticos.
Crédito: Helena Schmidt

Crédito: Helena Rafaela Schmidt.
Crédito: Helena Rafaela Schmidt.
A cidade muda todos os dias. Novos edifícios surgem, ruas recebem melhorias e a população cresce impulsionada pelo desenvolvimento econômico e turístico. Em meio a essas transformações, uma questão ganha espaço nas discussões sobre cidadania e qualidade de vida: como garantir que os espaços públicos continuem acessíveis para todos?
Praças, parques, ciclovias e áreas de convivência desempenham papel fundamental na construção da vida comunitária. Mais do que locais destinados ao lazer, esses espaços possibilitam encontros, atividades culturais, práticas esportivas e participação social. Em cidades que passam por intenso crescimento urbano, como Itapema, o planejamento dessas áreas torna-se cada vez mais relevante.
Segundo Carlos Eduardo Martins, arquiteto e urbanista especializado em planejamento urbano, a qualidade dos espaços públicos influencia diretamente o cotidiano da população. “Quando as pessoas encontram ambientes seguros, acessíveis e bem conservados, elas passam a utilizar mais a cidade e fortalecem os vínculos comunitários”, afirma.
Dados da ONU-Habitat indicam que espaços públicos qualificados contribuem para a inclusão social, para a saúde física e mental e para a construção de cidades mais sustentáveis. A organização destaca que o acesso democrático a essas áreas é um dos fatores que colaboram para a melhoria da qualidade de vida nos centros urbanos. A importância dos espaços públicos para a convivência e a inclusão social também é destacada pelo relatório da ONU-Habitat sobre espaços públicos, utilizado como referência internacional para o planejamento urbano sustentável.
"Espaços públicos acessíveis fortalecem o sentimento de pertencimento à cidade."
Entre o crescimento urbano e a convivência
Enquanto a cidade se desenvolve, moradores apontam desafios relacionados à distribuição e manutenção dos espaços públicos. Em alguns bairros, áreas de lazer são facilmente encontradas. Em outros, a oferta ainda é considerada insuficiente para atender à demanda da população.
Para Maria Aparecida Santos, moradora do bairro Morretes, a proximidade desses espaços influencia diretamente a rotina das famílias. “Quando existe uma praça ou parque perto de casa, as crianças conseguem brincar com mais frequência e os moradores passam a utilizar mais o bairro”, relata.
À medida que a cidade cresce, aumenta também a necessidade de espaços destinados ao convívio social. Praças, parques e áreas de lazer passam a desempenhar papel importante na rotina dos moradores, oferecendo locais para atividades físicas, encontros comunitários e momentos de descanso. Nesse contexto, a distribuição e a manutenção desses espaços tornam-se temas cada vez mais presentes nas discussões sobre qualidade de vida urbana.

Crédito: Helena Rafaela Schmidt.
Em Itapema, o debate acompanha uma tendência observada em diversas cidades brasileiras: a busca por ambientes urbanos mais inclusivos e preparados para atender uma população em constante transformação.
A discussão sobre o uso dos espaços urbanos também aparece em outras produções da revista, como na reportagem Lugar bom de se viver. Ou não?, que aborda qualidade de vida, mobilidade e a relação dos moradores com a cidade.
Mais do que locais de passagem, praças, parques e áreas de lazer representam espaços onde a vida coletiva acontece. A discussão sobre sua preservação e ampliação demonstra que pensar a cidade também significa pensar nas pessoas que a utilizam diariamente.

Crédito: Helena Rafaela Schmidt.







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